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- Jonas Malheiro Savimbi |
Das borboletas em Luanda ao Furacão em Lisboa ...
4 das 18 províncias de Angola - Luanda Benguela Huila e Cuanza
Sul - concentrarão 80% das empresas angolanas e cerca de 54% dos trabalhadores
e provavelmente se introduzirmos as diamantiferas e
as petrolíferas então ficarão completos os dados sobre os trabalhadores
Angolanos e o total das empresas o que acrescentará mais, no máximo 3
províncias ( com dados credíveis) sendo o restante da
economia angolana 15 anos depois do findar da guerra civil informal isto é
situada fora do mercado oficial
Ouvidas 631 empresas o INE Angolano define um índice de
Confiança para sete setores de atividade que permitirá analisar o clima economico do país
E a perspetiva de confiança no país está mesmo baixa com o
mercado interno em redução ( di-lo o Comércio, os
Transportes ou o Turismo por exemplo mas enfim geral ) com crescentes
dificuldades financeiras ( dizem as ind
transformadoras ou as extrativas) com dificuldades na obtenção de crédito (
geral)
E o Desemprego a subir ( o da economia
formal ) e o número de empresas a baixa levam a que a opinião global sobre
Angola esteja em franca baixa com a voz cega do mercado a dizerem sai sai sai
Os portugueses sabem no bem (30 mil saíram no mínimo de Angola
no último ano deixando por lá kwanzas que ninguém fora de Angola aceita ) mas claro que os Estados de ambos os países
alimentam a petrodolarista fantasia de que o atual
regime se poderá reformar e sobreviver aos 38/49 dólares por barril de petróleo
depois de vinte anos de absurda engorda rentista mas não econômica
Ora o mercado não se constrói em perda e com uma elite que não
acredita em si nem no seu país e ainda por cima se encontra agressivamente
dividida como se vê nos ataques da elite santista à parte da elite que se situa
politicamente nos restantes partidos algo entre 40 % a 60% da mesma conforme
uma abusiva ( minha) extrapolação dos possíveis
resultados eleitorais nos partidos da oposição !
Este será na minha opinião o principal fator de bloqueamento daConfiança dos Angolanos na economia angolana - depois de
27 anos de guerra civil, e dos anteriores 13 de guerra colonial ( onde ao
contrário a economia angolana explodiu e permitiu reforçar o peso econômico de
parte da elite Angolana que o salazarento regime tinha bloqueado), o facto dos
santistas continuarem a recusar a divisão do poder, político econômico e social
está na verdadeira raíz da incapacidade da economia
angolana crescer estavelmente pois desde o acesso ao crédito até a auto
confiança para arriscar Angola vive o que Portugal viveu quando até para vender
papel higiênico era preciso autorização da PIDE ( um pouco de exagero meu mas
quase assim ) nos anos 30/50 e que deu origem ao mais atrasado país da dita
Europa !
Ora quando os ditos analistas portugueses recusam esta realidade
estrutural vivendo de falsas realidades conjunturais acompanhando irrelevantes
índices de confiança cheios de boa vontade mas falhos de eficácia quando as
elites políticas cplpianas ( e não só portuguesas)
vivem do achar que o petrodolar plus
o diamandolar são tudo quanto à análise de Angola
fechando os olhos ao enquistamento em que em Angola se vive e ao bloqueamento
sociológico que trava a vontade de apostar de arriscar então ficam no ar todas
as razões para as explosões políticas ou implosões descontroladas do regime !
De 1993 a 2002 Portugal sentiu umas vezes muito mais outras um
pouco menos o que significam as explosões angolanas no recuo para Portugal de
largas dezenas de milhar de pessoas e em 1974/7 o que foi uma implosão de um
Estado com um recuo para Portugal de 300 mil a 500 mil Angolanos ou lá
residentes ao tempo colonial e parece que as lusas elites ainda não aprenderam ( aliás a atual crise brasileira mostra também tal) !
Reconhecer de olhos fechados para as oposições os resultados
eleitorais de 23 de agosto sem um estender a mão às mesmas alimentando o
enquistamento no seio das elites angolanas é um erro tão grave quanto o
cometido pela casta salazarenta quando recusou ouvir Botelho Moniz e entre
outros Costa Gomes ( para já não falar de Humberto
Delgado e Henrique Galvão ) e que deu origem ao desastre hoje vivido entre os
PALOP
A economia e sobretudo as Regiões e os Países não vivem de financismos e
ou de modelos econômicos monoproduto seja na chamada
sociedade "desenvolvida" seja nos países em ou sub
desenvolvimento sendo certo estando todos na mesma barca este planeta um Bayer
de asas de uma borboleta em Luanda gera um Furacão em Lisboa !
